sexta-feira, 11 de maio de 2012

PLANOS DE CONTINGENCIA: UM NOVO DESAFIO PARA O SESMT


incendioclassificadosbrasilcom2

A EQUIPE SST E OS PLANOS DE CONTINGÊNCIA

Algumas das grandes falhas de empresas que faliram tiveram pouco ou nada a ver com problemas de qualidade de produtos e serviços, e tudo a ver com falhas na identificação, avaliação e tratamento de possíveis riscos.



incendioeidheu2

O QUE É CONTINGÊNCIA
Define-se contingência como a possibilidade de um fato acontecer ou não. É uma situação de risco existente, mas que envolve um grau de incerteza quanto à sua efetiva ocorrência. Sucintamente, as condições necessárias para a existência de uma contingência são: possibilidade de um acontecimento futuro resultante de uma condição existente, incerteza sobre as condições operacionais envolvidas e a resolução destas condições dependerem de eventos futuros. Em SST esta situação é denominada de “incidente”, ou “quase acidente”.

Os Planos de Contigencia surgiram inicialmente visando a cobertura de uma população ou comunidade diante de um desastre (incendios, terremotos, vazamentos). São Planos geralmente elaborados por empresas públicas.
Para as empresas privadas, esses Planos visam preparar para o enfrentamento de situações de crise potenciais de grande impacto, porém menos prováveis. Essas situações requerem medidas preventivas para proteger a segurança e saúde dos funcionários, preservar recursos vitais da Empresa e minimizar a interrupção da produção.

AS NRs E OS PLANOS DE CONTINGENCIA

Algumas NRs tratam da questão da contingencia de forma ainda inespecífica.
O PPRA da NR-9 menciona o conceito de “nivel de ação”, indicando a emergencia de medidas quando situações de risco ultrapassam determinados níveis, mas não especifica uma ação contingencial que pudesse prever possíveis cenários ou especificando incidentes.
A NR-10 (Eletricidade) menciona de forma específica situações de emergencia e a necessidade de acoplar medidas ao “plano de emergencia” da empresa (NR-10.12).
Na NR-13 (Caldeiras e Vasos de Pressão) obriga-se a que no Manual de Operação haja menção a procedimentos de emergencia obrigatórios.

Na NR-15 (Insalubridade) há menção a procedimentos diante dos cenários de embolia gasosa e doença descompressiva, procedimentos que estão dentro do contexto de contingência.
A NR-19 (Explosivos) destaca a previsão de um Plano de Emergencia e Combate a Incendio e Explosão bem detalhado (item 5.2.4.1) , que deveria ser objeto de estudo por parte de todos os que militam na área, independente da atividade industrial.
A NR-22.32 (Mineração) tambem indica a necessidade de inclusão de um Plano de Emergencia bastante abrangente, pois inclui incendios, desabamentos, explosões, etc.
Na NR-29 (Portuário) determina a elaboração de um PCE – Plano de Controle de Emergencia e o PAM (Plano de Ajuda Mútua) obrigando ao emprego de ações coordenadas para o enfrentamento de situações críticas.
Finalmente, na NR-33 (Confinados), há tambem a obrigação de um Plano de Emergencia e Resgate incluindo possívels cenários de acidentes, a partir da Análise dos Riscos. É esta análise de cenários que caracteriza de fato a contingencia e temos finalmente o primeiro exemplo de NRs que incorpora o princípio da contingência.
Deve-se mencionar, ainda, o conceito de falha segura, expresso na nova NR-12 (Maq e Equip), já mencionado neste Blog, situação que remete para aquele cenário intermediário entre o incidente e o acidente, o que constitui uma faixa imprecisa de eventos para os quais estabelecem-se as bases da contingencia.

A EXPERIENCIA DAS REDES DE INFORMAÇÃO APLICADA AO SESMT

O desenvolvimento dos Planos de Contingência (PC) na área de Tecnologia da Informação deveria constituir para o SESMT de qualquer empresa um excelente referencial para que se possam desenvolver Planos de Contingência similares, em todas as áreas onde houver riscos cuja magnitude obrigue a empregar esse recurso.  Vamos analisar abaixo alguns desses conceitos, oriundos de empresas de Tecnologia de Informação, que podem ser perfeitamente aplicados à rotina do SESMT:

acidenteincidenteepralimapt1

INCIDENTES

É sabido que incidentes de segurança são devidos na sua essência à existência de pelo menos um dos dez fatores básicos de risco.
(BRF – Basic Risk Factors):

• Design (para o SESMT significa o desenho ergonômico das máquinas);
• Hardware (para o SESMT significa as condições operacionais das máquinas)

• Manutenção; • Conservação; • Condições de erro; • Procedimentos; • Treinamento;
• Comunicação; • Metas incompatíveis; • Organização

redesmundolivrecombr1

REDES FORA DO AR: O “CRASH” DOS
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Com a introdução dos sistemas on line, de Redes interligando computadores e servidores e a subsequente dependencia dos negócios a essas redes, os planos de contigencia passaram a ter destaque  no sentido de gerenciar as situações em que a rede sai do ar, seja por simples interrupção de energia, seja por ataque de virus ou hackers. São planos vitais, pois focados na garantia da gestão financeira, que incluem pagamentos de fornecedores, receitas, folhas de pagamento, investimentos, gerenciamento de ativos e reservas de contingência, e, ainda, propriedade intelectual;
Garantir a continuidade do negócio tornou-se uma preocupação atual e prioritária para os responsáveis dos sistemas de informação das organizações, já que atualmente a maioria das empresas depende de seus recursos computacionais para operar normalmente. Incidentes ou eventualidades que provoquem a parcial ou total paralização desses recursos podem ocorrer a qualquer momento e, para que o problema seja sanado no menor tempo possível (de forma que a empresa dê continuidade aos seus processos de trabalho já em andamento e, além disso, não perca novas oportunidades de negócio), é preciso adotar medidas emergenciais - ou contingenciais. O SESMT enfrenta situações análogas, visto que trata de ações diretamente relacionadas aos processos produtivos nas atividades industriais.

redundanciastatichswcombr1

O CONCEITO DE REDUNDANCIA

O termo redundância descreve a capacidade de um sistema em superar a falha de um de seus componentes através do uso de recursos redundantes, ou seja, um sistema redundante possui um segundo dispositivo que está imediatamente disponível para uso quando da falha do dispositivo primário do sistema.
Essa redundância está presente, por exemplo, nos sistemas embarcados de aviação, quando impõe que aviões comerciais possuam dois computadores de bordo, dois sistemas para controle dos trens de aterrissagem, etc. Se um sistema falhar, deve ser o outro sistema tão eficiente e operacional como o primeiro, pronto para entrar em operação, testado, treinado e suficiente.
No SESMT esta situação encontra correspondência justamente em alguns dispositivos de proteção de máquinas e até mesmo de EPIs que precisam ser substituídos imediatamente, quando danificados. Ou ainda, quando ocorrem falhas em sistemas elétricos que necessitam de acionar-se um segundo dispositivo de suprimento de energia. Pode-se mencionar, tambem, a necessidade de se dispor de dispositivos de reposição na ocorrência de panes súbitos e inesperados, como, por exemplo, panes em empilhadeiras, andaimes ou dispositivos de outras máquinas ou sistemas.
j0431585

PROTOCOLOS PARA
PLANOS DE CONTINGENCIA

Um plano de contingência nada mais é, conforme seu próprio nome sugere, um documento que descreve, passo a passo, quais ações a empresa) deve tomar a fim de retomar normalmente seus processos de trabalho, após a ocorrência de um incidente de segurança (ou uma contingência). Trata-se de um documento desenvolvido com o intuito de treinar, organizar, orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias às respostas de controle e combate às ocorrências anormais. Sem um plano de contingência, as ações de correção e eliminação de problemas emergenciais tornam-se desorientadas, arriscadas, sem garantia de eficácia, geralmente porque são executadas contra o relógio, com medidas desesperadas, não bem raciocinadas com a devida calma, não testadas e sem planejamento prévio.
Planos de contingência devem ser:
Testados periodicamente;  Documentados por escrito;  Atualizados sempre que necessário
Formalmente aprovados pela diretoria da empresa;  Arquivados de forma e em local seguro (de fácil acesso aos responsáveis por sua aplicação)
Elaborado por profissionais especializados, de acordo com as premissas da política de segurança da empresa;
Deve-se realizar testes periódicos no Plano de Contingência, pois esta é a única forma de avaliar, antecipadamente, seu funcionamento em situações de contingência. Estes testes devem conter: cronogramas de testes, locais, aplicações a serem testadas e critérios para documentação dos testes.

MODULOS DE UM PLANO DE CONTINGENCIA

Os planos de contingência estão subdivididos em três módulos distintos e complementares que tratam especificamente de cada momento vivido pelo SESMT:
Plano de Administração de Crise – Tem o propósito de definir passo-a-passo o funcionamento das equipes envolvidas com o acionamento da contingência antes, durante e depois da ocorrência do incidente. Além disso, tem que definir os procedimentos a serem executados pela mesma equipe no período de retorno à normalidade.
Plano de Continuidade Operacional – Tem o propósito de definir os procedimentos, reduzir o tempo de indisponibilidade dos sistemas produtivos e, conseqüentemente, os impactos potenciais à produção.
Plano de Recuperação de Desastres – Tem o propósito de definir um plano de recuperação e restauração das funcionalidades dos sistemas afetados que suportam os processos de trabalho e produção, a fim de restabelecer o ambiente e as condições originais de operação.
classificadosbrasil.com.br

Código de ética profissional do técnico de segurança do trabalho

Do objetivo:
O presente código de ética profissional tem por objetivo, fixar a forma pela qual se devem conduzir os Técnicos de Segurança do Trabalho, quando no exercício profissional;
Dos deveres e proibições:
· 1-São deveres do Técnico de Segurança do Trabalho:
-Considerar a profissão FENATEST - FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO
com alto título de honra, não praticar e nem permitir a prática de atos que comprometem a sua dignidade;
-Exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade, evitar cometer injustiça com quer que seja;
-Inspecionar e analisar cuidadosamente, antes de emitir opinião sobre qualquer caso;
-Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade, contribuir com seus conhecimentos, capacidade e experiência, para melhor servir a comunidade;
-Não se expressar publicamente sobre assuntos da natureza técnica, sem estar devidamente capacitado;
-Procurar sempre se atualizar na área prevencionista.
· 2-No desempenho de suas funções é vedado ao Técnico de Segurança do Trabalho:
-Assinar documentos ou abonar declarações elaboradas por outrem alheias a sua orientação, supervisão ou fiscalização;
-Facilitar por qualquer meio o exercício da profissão, aos não habilitados ou impedidos;
-Concorrer para a realização de atos contrários as normas vigentes no país;
-Solicitar ou receber qualquer importância que saiba, ou fique comprovado, aplicação ilícita ou desonesta;
-Violar sem justa causa, sigilo profissional e prejudicar culposa ou dolosamente, interesse confiado a seu profissionalismo.
· 3-O Técnico de Segurança do Trabalho poderá publicar relatório, parecer ou trabalho técnico profissional, asssinado e sob sua responsabilidade, desde que não seja difamatórios ou subestimados em termos que possam provocar ou entreter debates sobre serviços ao ser cargo.
· 4-Quando nomeado Perito ou Auditor, em juízo de suas funções , deverá o Técnico de Segurança do Trabalho:
-Abster-se de dar parecer ou emitir opiniões sem estar suficientemente embaraçado tecnicamente, informado e documentado;


-Recusar sua indicação, desde que reconheça não se achar capacitado em face da especialização para bem desempenhar o encargo;
-Nunca emitir interpretações tendenciosas sobre a matéria, que constitui o objetivo da perícia, mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do laudo;
-Considerar com imparcialidade, o pensamento exposto em laudo pericial, submetido a sua apreciação.
· 5-Dos honorários e/ ou honorários profissional.
-Obedecer a piso salarial da categoria profissional.
· 6-Dos deveres em relação aos colegas e a classe:
-Em relação aos colegas deve seguir as normas de conduta.
-Evitar pronunciamento sobre serviços profissionais que saiba entregue a colega, em anuência prévia desse;
-Jamais se apropriar de trabalhos, iniciativas ou soluções encontradas por colegas, apresentando-os como próprios;
-Não emitir referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras;


-Em relação à classe, deve ao Técnico de Segurança do Trabalho seguir a seguinte norma de conduta:
a)Zelar pelo prestígio da classe, acatar as resoluções votadas pelas entidades, inclusive, quanto as tabelas de serviços e horários profissionais;
b)Prestar seu concurso moral, intelectual e material a entidades de classe;
c)Quando solicitado, auxiliar as entidades de classe e Ministério do Trabalho, na Fiscalização, bem como, no cumprimento desse Código de Ética;
d)Jamais se utilizar de posição ocupada na direção de entidades de classe, em benefício próprio ou para proveito pessoal, diretamente ou através de interpôs - pessoa, a ser comprovado, serão desligados automaticamente de suas funções, mas respondendo pelo seu crime em processo interposto pelo conselho de Técnicos de Segurança do Trabalho.
· 6)Das Infrações Disciplinares:
-A transgressão do preceito desse Código de Ética constitui infração disciplinar, sancionada, segundo a gravidade, com a aplicação dos seguintes penalidades em seqüência e por escrito:
a)advertência;
b)suspensão.
-O julgamento das questões transgredidas com o presente código de Ética na íntegra, serão julgados pelo Conselho de Técnico de Segurança do Trabalho, nomeado para tanto, cabendo de recurso dotado de efeito suspensivo, interposto no prazo de trinta dias.
· 7)Das atribuições privadas do Técnico de Segurança do Trabalho:


-Constitui , sem exceção, prerrogativas dos Técnicos de Segurança do Trabalho, todas as atribuições descritas no presente Código de Ética e nas leis vigentes no país.
· 8)O Técnico de Segurança do Trabalho pode exercer as suas atividades na condição de:
a)autônomo ou liberal;
b)Empregado regido pelas leis Trabalhista Brasileira;
c)Servidor Público;
d)Militar.
9)Expressando o seu trabalho através de:
a)aulas;
b)Áudio- visual e cartazes;
c)Conferências;
d)Reuniões;
e)Conclaves;
f)Simpósios;
g)Cronogramas;
h)Projetos;
i)E todas as demais formas de expressão, de acordo com as circunstâncias.


Elias Bernardino da Silva Jr.
Presidente da Fenatest e do Sintserj






· Lista dos direitos Humanos básicos
O direito de:


- Manter sua dignidade e respeito comportando-se de forma habilidosa ou assertiva-inclusive se a outra pessoa sente-se ferida - enquanto não viole os direitos humanos básicos dos outros.


-De ser tratado com respeito e dignidade.
-De negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.
- De experimentar e expressar seus próprios sentimentos.
-De parar e pensar antes de agir.
-De mudar de opinião.
-De pedir o que quiser(entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).
-De fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.
-De ser independente.


-De decidir o que fazer com seu próprio corpo, tempo e propriedade.
-De pedir informação.


-De cometer erros - e ser responsável por eles.
-De sentir-se bem consigo mesmo.


-Ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais. Além disso, temos o direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades e de decidir se satisfazemos as dos demais.
-De ter opiniões e expressá-las.
-De decidir se satisfaz as expectativas de outras pessoas ou se comportar-se seguindo seus interesses-sempre que não viole os direitos dos demais.
-De falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos-limite em que os direitos não estão totalmente claros.
-De obter aquilo pelo que paga.
-De escolher não comportar-se de maneira assertiva ou socialmente habilidosa.
-De ter direitos e defendê-los.
-De ser escutado e ser levado a sério.
-De estar só quando assim desejar.
-De fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outra pessoa.
VALORES E ÉTICA
ÉTICA
A ética é uma característica inerente a toda ação humana e, por esta razão, é um elemento vital na produção da realidade social. Todo homem possui um senso ético, uma espécie de consciência moral, estando constantemente avaliando e julgando suas ações para saber se são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas.

VALORES

Esta relação de sobrevivência e bom andamento do grupo com interesses do indivíduo determina uma grande classe de valores: Os éticos e/ou morais. Os principais são: Os deveres, os direitos e o bem, isto é, valores que obrigam, valores que atraem e valores que autorizam. Dentro da ética podemos colocar várias atitudes valoradas como a honra, a bondade, fidelidade, benevolência, caridade, etc.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros


O que é o AVCB?

Todas as edificações e áreas de risco por ocasião da construção, da reforma ou ampliação, regularização e mudança de ocupação, necessitam de aprovação no Corpo de Bombeiros SP, com exceção das residências onde só more uma família.
O AVCB é um documento oficial, emitido pelo Corpo de Bombeiros de SP da Polícia Militar, sendo um dos principais requisitos para se obter a Licença de Funcionamento dos estabelecimentos.

AVCB, objetivos:

A exigência deste documento se justifica em função dos seguintes objetivos:
  • proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio;
  • dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio;
  • proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
  • dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros
Este documento é obrigatório por lei para prédios comerciais, industriais e até residenciais de determinado porte. Normalmente é um dos primeiros documentos que as companhias de seguro verificam antes de fecharem um contrato ou os órgãos de fiscalização antes de licenciarem um negócio, é solicitado ainda em caso de sinistros no imóvel para efeitos de processo.

Como conseguir a vistoria AVCB do Corpo de Bombeiros

Conseguir um AVCB depende de alguns requisitos, primeiro é montado um “Projeto de Segurança Contra Incêndio” onde constam todas as medidas de situação de emergência que o imóvel terá, incluindo luzes de emergência, portas corta fogo, extintores, sinalização de saídas de emergência e outros.
Existem Normas e Instruções Técnicas, Decretos, Leis Municipais, Estaduais e outras legislações que são específicas para cada localidade, por isto aconselhamos o interessado a contratar profissionais qualificados e experientes para elaboração do projeto e orientação quanto à obtenção e renovação periódica do AVCB, que será emitido após vistoria e aprovação do Serviço local de Segurança contra incêndio.
A validade do AVCB. pode ser de 1, 2 ou até 3 anos, dependendo do uso, da edificação e da legislação local. A não obtenção ou não renovação, após vencimento, pode invalidar apólices de seguro, ocasionar o fechamento do imóvel, gerar multas, entre outras complicações.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Espinha de peixe (Diagrama de Ishikawa)


O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como "Diagrama de Causa e Efeito" ou "Espinha-de-peixe", é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes.
Este diagrama também é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:
  • Método
  • Matéria-prima
  • Mão-de-obra
  • Máquinas
  • Medição
  • Meio ambiente
Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas potênciais de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética(melhor visualização).
O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica.
Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial.
O Diagrama de Ishikawa pode também ser utilizado na verificação e validação de software.
Utilização
Para a implementação do diagrama de Ishikawa não há limites. As empresas que preferem ir além dos padrões convencionais podem identificar e demonstrar em diagramas específicos a origem de cada uma das causas do efeito, isto é, as causas das causas do efeito. A riqueza de detalhes pode ser determinante para uma melhor qualidade dos resultados do projeto. Quanto mais informações sobre os problemas da empresa forem disponibilizadas maiores serão as chances de livrar-se deles. Essa ferramenta nos da uma lista de itens para serem conferidos por meio do qual se consegue uma rápida coleta de dados para várias analises, essas informações são utilizadas para se obter uma localização da causa dos defeitos.
Exemplos
Um diagrama de causa e efeito bem detalhado tomará a forma de um a espinha de peixe e daí o nome alternativo de diagrama espinha de peixe. A partir de uma definida lista de possíveis causas, as mais prováveis são identificadas e selecionadas para uma melhor análise, Quando examinar cada causa, observe fatos que mudaram, como por exemplo, desvios de norma ou dos padrões. Lembre-se de eliminar a causa e não o sintoma do problema. Investigue a causa e seus contribuidores tão fundo quando possível.
Componentes
  1. Cabeçalho: Titulo, data, autor {ou grupo de trabalho).
  2. Efeito: Contém o indicador de qualidade e o enunciado do projeto (problema). É escrito no lado direito, desenhado no meio da folha.
  3. Eixo central: Urna flecha horizontal, desenhada de forma a apontar para o efeito. Usualmente desenhada no meio da folha
  4. Categoria: representa os principais grupos de fatores relacionados com efeito. As flechas são desenhadas inclinadas, as pontas convergindo para o eixo central
  5. Causa: Causa potencial, dentro de urna categoria que pode contribuir com o efeito As flechas são desenhadas em linhas horizontais, aportando para o ramo de categoria.
  6. Subcausa: Causa potencial que pode contribuir com urna causa específica. São ramificações de uma causa.
O efeito, ou problema é fixo no lado direito do desenho e as influências ou causas maiores são listadas de lado esquerdo.
Razões e benefícios
Razões
  • Para identificar as informações a respeito das causas do seu problema.
  • Para organizar e documentar as causas potenciais de um efeito ou característica de qualidade.
  • Para indicar o relacionamento de cada causa e subcausa as demais e ao efeito ou característica de qualidade.
  • Reduzir a tendência de procurar uma causa "Verdadeira", em prejuízo do desconhecido. ou esquecimento de entras causas potenciais.
Benefícios
  • Ajuda a enfocar o aperfeiçoamento do processo
  • Registra. visualmente. as causas potenciais que podem ser revistas e atualizadas.
  • Provê urna estrutura para o brainstorming.
  • Envolve todos.

sábado, 5 de maio de 2012

Agregando Conhecimentos - Ciclo PDCA

                                     METODOLOGIA PDCA

Método é uma palavra de origem grega formada pela composição das palavras META e HODOS. META significa “além de”. HODOS significa “caminho”. Método portanto significa “caminho para se chegar além”.

Como gerenciar para se chegar a um ponto de custos mais baixos, ou qualidade
superior ou ainda melhor prazo de entrega ? Existe um “caminho”, que todos na
empresa devem conhecer e praticar, que é a metodologia PDCA.

Proposta pelo Prof. Willian Edward Deming e inicialmente reconhecido como ciclo de Deming, esta metodologia é utilizada para auxiliar no gerenciamento de processos – rotina e melhorias.

Esta metodologia fica melhor representada no tradicional desenho esquemático do ciclo PDCA (veja foto).
O esquema mostra as quatro etapas básicas do ciclo PDCA:
·       P (Plan) – Planejar: estabelecimento de plano com a definição de objetivos, metas, estratégias e recursos.
·       D (Do) – Desenvolver / executar: preparação (educação e treinamento) das pessoas para execução de tarefas conforme previsto no plano e execução das mesmas, registrando-se dados que permitam o controle do processo.
·       C (Check) – Checar / verificar: verificação dos resultados da tarefa executada, comparando-os com o planejado.
·       A (Action) – Agir para corrigir ou melhorar ou prevenir: definição de ações para corrigir desvios detectados, eliminando definitivamente as causas fundamentais e revisando procedimentos; ou agir no sentido de melhorias, estabelecendo novas diretrizes.

Todos na empresa ( diretores, gerentes, técnicos e operadores ) devem utilizar o ciclo PDCA para correção, prevenção ou melhoria. Obviamente, os operadores o utilizam mais intensamente com o enfoque na manutenção e melhoria. À medida que se sobe na hierarquia utiliza-se mais o ciclo PDCA nas melhorias e desenvolvimento. Isto significa que a grande função das chefias é estabelecer novos níveis de controle que garantam a sobrevivência da empresa. É estabelecer novas diretrizes de controle.

ARVORE DE CAUSAS - INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO

 

ÁRVORE DE CAUSAS            
            
             A árvore de causas consiste em uma metodologia prática de investimento de acidentes/incidentes no trabalho, que ajuda a compreendê-los melhor e encontrar uma maneira mais adequada de lutar contra eles.
             Este método é internacionalmente reconhecido como instrumento de trabalho eficaz para o estudo dos acidentes/incidentes, sendo muito utilizado pelo Institut National de Recherche et de Securité (INRS). Muito valioso para quem precisa se aprofundar na análise das causas dos acidentes, é especialmente eficaz quando aplicado por profissionais de segurança do trabalho, por técnicos de produção e manutenção da empresa e por membros de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes.
             A árvore de causas pode ser definida como a representação gráfica do encadeamento lógico dos fatos que provocaram o acidente/incident, elaborada a partir de um caso real.

PRINCIPIO DA ELABORAÇÃO DA ÁRVORE DE CAUSAS
  •              Forma de investigar um acidentepor vez, atravez de esquema que demonstre o encadeamento logico que antecede à ocorrencia,
  •               Cada fato tem um ou mais antecedentes comprovados os ipotetcos os quais tambem podem ter antecedentes,
  •               Cada acontecimento deve ser registrado sem caraquiterisar julgamento.(Procurar causas e não culpados)
               Esta ÁVORE DE CAUSAS deve ser feita de forma clara e obijetiva, facilitando assim sua interpretação,
Se houver formação de um grupo para a realização da árvore o mesmo deve ser unido com desisões tomadas em conciência, tomando sempre cuidado para evitar imposições ierarquicas ou de ordem pessual,

PERGUNTAS CHAVES - PRINSCIPAIS QUESTÕES
  1. Oque foi necessario para que o fato ocorrece?
  2. Isto foi o suficiente e necessario para que o fato ocorrece?
  3. Oque mais contribuiu?
COMO COLETAR AS INFORMAÇÕES?

  • Agindo logo após o acidente, into até o local ou obiservando as evidencias,
  • Emvouver o maximo de pessouas e informações,
  • Constatar a realidade dos fatos das vitimas, e das testemunhas sem policiamento, sensura ou presão,
  • Tomar cuidado com as possiveis deturbações ou esquecimento dos espoentes;
  • Registrar as imformações geradas, relativa as pessouas, as tarefas ao material e ao meio de trabalho.

Pirâmide de Frank Bird

 


          O norte americano Frank Bird analisou nos anos de 1967 e 1968, 297 companhias nos Estados Unidos da América, sendo envolvidas nessa análise 170.000 pessoas de 21 grupos diferentes de trabalho. Neste período, houveram 1.753.498 acidentes comunicados. A partir desses dados foi criada a pirâmide de Frank Bird, onde chegou-se a conclusão que, para que aconteça um acidente que incapacite o trabalhador, anteriormente acontecerão 600 incidentes sem danos pessoais e/ou materiais.
         
Vejamos a pirâmide abaixo:

          Já no século atual, ao entrar a Revolução Industrial norte americana em nova fase, com a aplicação de recém desenvolvidos métodos de produção criada e em massa, tornou-se necessário programas mais eficazes, no que refere-se a prevenção de acidentes e proteção de patrimônio. Os empregados passam a se mostrar mais interessados, pois, há o aparecimento da legislação sobre indenizações em casos de acidentes de trabalho.