quarta-feira, 16 de maio de 2012

(NR-26 SINALIZAÇÃO) AUDITORIA DE PISOS E CORREDORES

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AUDITORIA DE PISOS E CORREDORES: ABRINDO CAMINHO PARA UM PISO SEGURO

Há um novo tópico de segurança que vem crescendo de importância em diversas empresas: são os acidentes resultantes de deslizamento e queda devido a problemas de segurança no piso e corredores nos ambientes de trabalho. Trata-se de assunto que tem afetado não apenas trabalhadores mas também usuários que eventualmente possam circular nesses locais. O artigo abaixo é uma tradução da OHS on line, escrito por especialista em prevenção de acidentes por deslizamento e queda (traduzido pelo Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL). Veja abaixo os 6 passos que Michael Fraley estabelece para um piso seguro nos ambientes de trabalho, enfatizando a questão da sinalização com placas e barreiras. No final, há um link para um post publicado na Revista NRFACIL sobre a NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA). (A NR-26 não aborda a questão de sinalização de pisos e corredores mas o artigo é bem interessante sobre aspectos da sinalização nos ambientes de trabalho).

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Um programa efetivo irá incluir 6 elementos,
desde treinamento ao tipo de calçado

Michael Fraley
O caminho para um piso seguro é geralmente obstruído por procedimentos e ideias que tendem a focar este tópico dentro de um programa genérico, em que a segurança do piso se torna apenas mais um componente. Este artigo irá focar na necessidade das empresas e profissionais olharem a questão do piso seguro como um tema separado de outros aspectos da segurança. Não apenas porque ele não é um problema. Pelo contrário, ele é um grande problema.

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Piso seguro é um problema tão importante que eu penso ele mereceria considerações próprias à parte de outros problemas críticos encarados pela empresa entre os seus principais problemas de segurança. De maneira nenhuma nós gostaríamos de minimizar a importância de qualquer outro problema de segurança, mas eu acredito que tratando cada problema de acordo com a sua própria magnitude a empresa será melhor servida e dará maior atenção a cada problema particular – vamos dizer, um por um. Assim, vamos falar sobre piso seguro e como acidentes provocados por escorregar e cair estão entre os acidentes mais comuns no local de trabalho – e não apenas para os trabalhadores, mas tambem para usuários.

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AUDITORIAS DE PISOS E CORREDORES

A primeira ferramenta a mencionar no combate deste problema de segurança é o uso de um processo pouco conhecido denominado auditoria de pisos e corredores. Embora ainda em seus primeiros passos, até agora sendo utilizada como uma ferramenta efetiva na identificação de possíveis riscos de deslizamento e queda dentro da um determinado ambiente de trabalho, esse procedimento vem tomando impulso em anos recentes.
Muitas pessoas acham que uma auditoria de pisos é simplesmente testar a resistencia ao deslizamento de um piso. Entretanto, muito mais está envolvido, porisso que é conhecida como uma auditoria, muito mais do que um teste de resistencia. Esta Auditoria é melhor realizada por um indivíduo ou companhia que tenha algum tipo de certificação ou treinamento em diretrizes para auditoria de pisos.
E em que consiste essa Auditoria?
Um auditor treinado irá fornecer um Relatório detalhado e por escrito que inclui um diagrama minucioso do ambiente de trabalho. O diagrama incluirá categorias de zonas e riscos, assim como o local de cada amostra de área que foi testada. O Relatório final incluirá um coeficiente de estática e fricção de cada amostra, e assim identificará áreas que apresentam risco de possível deslizamento e queda e permita a correção de áreas que necessitam atenção. Auditoria de Pisos é somente uma ferramenta que pode e deve ser utiizada em um programa de prevenção de deslizamento e queda.
Uma outra ferramenta é o próprio programa de segurança do piso. Este Programa terá um papel chave em caso de problema judicial envolvendo um acidente de deslizamento e queda. Qualquer advogado ira solicitar uma cópia do programa de manutenção e segurança de pisos. Assim, o que deverá ser incluído em um bem documentado programa de segurança de pisos?
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PASSOS PARA UM PISO SEGURO

1. AUDITORIA DE
PISOS NOS LOCAIS
Auditorias de piso ajudam a identificar riscos potenciais. Eles mostram um relatório por escrito da situações relacionadas ao piso em questão. Essas auditorias mostram se a empresa está empregando medidas proativas para a segurança do piso e que estes procedimentos estejam documentados.
2. TREINAMENTO
Dentro de um programa de segurança de piso, você deve ter algum tipo de treinamento para seus empregados, contendo itens como quando e onde devem ser colocadas placas de sinalização de áreas molhadas, como reagir e limpar derramamentos, a importância de registrar deslizamentos e quedas ou quase acidentes mesmo que nenhuma lesão tenha ocorrido, e um protocolo de procedimentos que todos os empregados devem seguir.
2. SINAIS E BARREIRAS
Há a necessidade de ter um suficiente número de sinais de segurança no piso para alertar empregados e usuários sobre qualquer risco óbvio de deslizamento e queda, como derramementos, piso molhado devido a umidade, e assim por diante. Isto significa que se o prédio tem 3 entradas, deve haver no mínimo quatro ou cinco sinais de piso molhado disponíveis, Isto irá permitir um alerta de piso molhado para cada entrada e duas extras para ser usada em evento de derramemento enquanto os outros sinais etiverem sendo utilizados


É muito importante que sinais de piso molhado nunca devem ser excluídos quando a situação não garanta que eles não sejam necessários. Frequentemente eu tenho entrado em uma área com um aviso de piso molhado mas que o sol está brilhando e não há nenhum piso molhado. Isto é uma prática ruim. Se um sinal de piso molhado é usado de forma regular sem nenhuma razão óbvia, então seus empregados e usuários irão vê-los como uma placa permanente, muito mais do que um dispositivo de precaução como deveria ser. Se o sinal está colocado quando nenhum risco é evidente, as pessoas poderão ignorá-lo quando alguém colocá-los, simplesmente porque eles aprenderam a ignorá-lo como um aviso verdadeiro de um possível perigo.

6. PRODUTOS DE
LIMPEZA
Uma outra ferramenta que deve ser usada na prevenção de deslizamento e quedas é o uso de limpadores para resistência ao deslizamento e desengordurantes. Estes produtos têm provado sua eficiência, não apenas mantendo e limpando os pisos, mas tambem por aumentar e manter um coeficiente positivo de fricção.
7. ENTRELAÇAMENTO
Materiais com um entrelaçamento apropriado (TAPETES) é muito importante na prevenção de deslizamento e quedas. Na maioria dos casos os tapetes que usamos nas entradas representam a primeira linha de defesa. Entretanto, existem muitos tipos e tamanhos diferentes que influenciam a eficiência na redução e líquidos e contaminantes. Isto deve ser considerado quando focamos um programa de segurança de piso.
8. BOTAS
Não é apenas qualquer sapato: estamos falando de botas resistentes ao deslizamento. De fato, se você não tem nenhum controle sobre qual o tipo de sapato que os seus usuários vão utilizar, você pode ter controle sobre o tipo de sapato que o seu empregado vai usar. Há alguns anos atrás muitos empregados reclamavam sobre botas resistentes ao deslizamento porque elas eram desconfortáveis e fora de moda, mas isto agora não é mais uma desculpa (veja o post anterior sobre EPIs estilosos). Atualmente esse tipo de botas são fornecidas em uma variedade de estilos e tamamnhos e são bem melhores em conforto e preço do que sapatos comuns.


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DOCUMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO SÃO FUNDAMENTAIS
Aí estão alguns simples passos que se você usar poderá salvar sua empresa de prejuízos com problemas judiciais relacionados a acidentes além do que estará evitando sofrimento para os seus empregados e usuários.
Entretanto, assim como qualquer esforço para reduzir acidentes e aumentar uma cultura de segurança muito vai depender da vontade de sua empresa no sentido de empregar uma abordagem proativa valorizando todos os esforços para um bem documentado programa de segurança de pisos. (Obs. Documentação é um dos itens principais em qualquer Sistema de Gestão de Segurança - nota do tradutor).
Michael Fraley é presidente da Consolidate Safety Group, Inc. Ele é Auditor certificado especialista em prevenção de acidentes por deslizamento e queda; conheça seus sites: www.walkwaysafety.com ou www.floortesting.com
A Tradução: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL
A SINALIZAÇÃO é assunto da NR-26 que, entretanto, não menciona a necessidade de sinalização em relação a pisos e corredores. Em artigo da Revista NRFACIL, este assunto foi ampliado com Quadros abordando a maioria dos assuntos correlatos.

NR-15 (INSALUBRIDADE) AUMENTA O RISCO DE CÂNCER OCUPACIONAL


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CÂNCER: DIVISÃO ANORMAL DE CÉLULAS

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) são 19 os tipos de câncer que podem ser ligados ao trabalho. Entre os principais estão os de pulmão, pele, laringe, bexiga e as leucemias. Os profissionais em risco vão desde cabeleireiros até pilotos de avião. A situação torna-se complexa porque alguns cânceres tem um período longo de latência (entre 20 e 50 anos), enquanto que outros (do sangue) tem um período menor (4  5 anos). Além disso, o risco aumenta quando há interação do agente de risco ocupacional e outras substâncias (fumo, alcoolismo).
Entre os postos de trabalho com as maiores incidências da doença estão os relacionados à construção civil e à indústria petroquímica. Outras atividades:
Indústria do alumínio
Fabricação e reparo de calçados/ couro
Indústria de Móveis e Marcenaria
Tratamento do couro
Fundição de ferro e aço
Indústria da borracha
Segundo um Trabalho publicado na Internet de Victor Wunsch e Fátima Ribeiro, pesquisadores da UERJ e da USP, a mensuração da exposição a agentes cancerígenos nos ambientes de trabalho é uma tarefa complexa, pois, habitualmente configuram-se situações ambientais com múltiplas exposições. Por outro lado, o câncer é doença com longo período de latência, assim, a avaliação retrospectiva da exposição requer instrumentos que recuperem informações sobre as experiências do indivíduo em passado distante ao do diagnóstico da doença.
Segundo os autores, A Agência Internacional para a Pesquisa sobre Câncer (International Agency for Research on Cancer IARC) da Organização Mundial da Saúde reconhece atualmente 88 agentes, grupos de agentes ou circunstâncias, como cancerígenos para os humanos, dos quais 23 são encontrados principalmente em ambientes ocupacionais e 13 constituem-se em processos de trabalho.
Abaixo um Quadro com alguns agentes cancerígenos e condições para potencialização:
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O maior problema em relação aos agentes de risco nos ambientes de trabalho, não só os cancerígenos, tem sido o tempo de exposição e o desconhecimento do trabalhador dos riscos bem como das regras para uso de equipamentos de proteção. Na maioria desses ambientes predomina o excesso de jornada bem como a falta de treinamento e qualificação de trabalhadores para a sua própria proteção. Além disso, há uma progressiva banalização e falta de alertas em relação à convivência com agentes de risco cancerígenos, seja no trabalho seja no próprio ambiente doméstico.

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Um outro fenômeno recente é que aumenta o risco de câncer ocupacional nas mulheres, que estão entrando no mercado de trabalho onde são comuns os agentes de risco cancerígenos (postos de combustíveis, construção civil e mecânica).
Os agentes de risco considerados cancerígenos encontram-se na NR-15 (INSALUBRIDADE). Esta NR trata dos riscos graves nos ambientes de trabalho

RISCOS “VERDES”?


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É possível promover segurança e saúde numa economia “verde”?
Nas comemorações do Dia Mundial da SST, a OIT publicou um artigo sobre uma nova “economia verde” e o surgimento de novos “empregos verdes”. Este tema será debatido na Conferência Rio+20 envolvendo as questões de trabalho e meio ambiente.
Trata-se de importante tema para reflexão por parte dos profissionais do SESMT e estudantes na área de SST que vão entrar no mercado de trabalho e provavelmente enfrentar novos paradigmas de produção industrial, processos de trabalho, mas, sobretudo, de novos riscos. É preciso estar atento para que novos rótulos apenas não busquem esconder novos riscos tão perigososos como os já conhecidos.

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EMPREGO VERDE

O termo “emprego verde” refere-se àqueles empregos em atividades dedicadas à proteção da biodiversidade e do meio ambiente. Este conceito evoluiu para considerar também como emprego verde aqueles que contribuem para a eficiência dos recursos e para o desenvolvimento com baixos níveis de carbono nos setores ecológicos e que contribuam para a transformação dos vários setores econômicos em setores verdes.
Para a OIT, o desenvolvimento na direção de uma economia verde significa a percepção de que a atividade industrial que leva à degradação do trabalho e do meio ambiente terá de ser revista na busca de modelos econômicos alternativos.
Entretanto, a discussão de empregos verdes e de segurança e saúde numa “economia verde” acaba levando à discussão sobre os “riscos verdes”. Ou seja, mesmo que certos empregos sejam considerados “verdes”, as tecnologias utilizadas poderão não ser “verdes”.
O problema é que a busca de uma nova postura politicamente correta no trabalho, acaba combinando velhos e novos riscos como por exemplo, no caso dos painéis solares onde os riscos elétricos se combinam ao risco do trabalho em altura.
Vai ficando claro que há uma precipitação em criar estes novos empregos em grande número, ignorando-se a possibilidade de aumento de incidência de lesões e doenças do trabalho, ou até mesmo a morte, antes de serem implementadas medidas de proteção adequadas. Economia verde, empregos verdes e riscos verdes podem representar, na verdade, novas formas de dissimular o mesmo sistema de produção e trabalho gerador dos mesmos problemas para a saúde e segurança no trabalho. Tudo muda, para continuar tudo na mesma.
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RECICLAGEM (FICÇÃO E REALIDADE
NA AVENIDA BRASIL)

Considerada atividade “verde”, a reciclagem é, entretanto, desenvolvida por pessoas que  são normalmente vulneráveis, pobres, muitas vezes mulheres e crianças, que estão continuamente expostos a substâncias perigosas, vidros partidos e agentes patogênicos, e sem qualquer reconhecimento ou assistência social ou econômica. Uma novela da TV Globo (Avenida Brasil) mostra em ficção a realidade dessa situação da forma como ela é descrita no Relatório da OIT e que ocorre na maioria das cidades no país.
Além disso, o tratamento dos resíduos pode gerar perigos resultantes da produção de gases impuros, explosões, substâncias perigosas e da presença de gases em espaços confinados. Os novos riscos incluem nano-materiais e novos tipos de produtos químicos ou do aumento constante dos resíduos eletrônicos. A futura exploração mineira de aterros para encontrar recursos valiosos aumentará ainda mais a exposição a materiais perigosos (imagem: mulher.uol.com.br)
A reciclagem fará cada vez mais parte integrante da concepção dos produtos e da gestão de resíduos. Contudo, as novas tecnologias de reciclagem poderão introduzir novos riscos, pois haverá um maior ênfase na implementação de processos avançados para preservar as qualidades de desempenho dos materiais. Muitos empregos na área da gestão de resíduos que, em teoria são ecológicos, não o são na prática devido à utilização de processos inadequados que têm efeitos nefastos sobre a saúde humana e o ambiente.
Foi observado envenenamento causado por mercúrio, gerado pela reciclagem de lâmpadas elétricas ecológicas que continham mercúrio e envenenamento por metais pesados, traumatismos repetidos, doenças da pele e respiratórias na reciclagem de resíduos metálicos.

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ENERGIA SOLAR

Trabalhadores na indústria de energia solar poderão ser expostos ao telureto de cádmio, uma conhecida substância cancerígena. Mais de 15 materiais perigosos são usados no fabrico de painéis solares. Muitos perigos podem resultar do uso de produtos químicos usados em conjunto com o silício em vários processos de trabalho. Nesses processos utilizam-se vários agentes de limpeza que podem ser tóxicos.
Alguns riscos são semelhantes aos da construção civil, mas são novos para os eletricistas e canalizadores que instalam painéis ou caldeiras de aquecimento de água nos telhados. Entre esses perigos incluem-se as quedas em altura, a movimentação manual, as elevadas temperaturas, os espaços confinados e a eletrocussão durante a fase de construção e/ou manutenção; há ainda um perigo adicional para os bombeiros e residentes e que é causado pelos gases libertados pelos módulos fotovoltaicos em caso de incêndio nos edifícios.

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ENERGIA EÓLICA
Os perigos e riscos na fabricação de geradores movidos por ventos são semelhantes aos da indústria automotiva e das instalações aeroespaciais, ao passo que os perigos e riscos relacionados com a sua instalação e manutenção são semelhantes aos que se verificam na construção civil.
Os trabalhadores poderão estar expostos a riscos químicos devido à exposição a resinas de epóxi, estireno e solventes, gases, vapores e poeiras perigosos, e ainda a riscos físicos provenientes de peças em movimento, bem como os que resultam da movimentação de lâminas durante o seu fabrico e manutenção. Existe ainda o risco de exposição a poeiras e gases resultantes de fibras de vidro, endurecedores, aerossóis e fibras de carbono. Entre os problemas de saúde mais comuns encontram-se as dermatites, as tonturas, a sonolência, as lesões no fígado e rins, bolhas, queimaduras provocadas por produtos químicos e efeitos no sistema reprodutivo. Os riscos físicos associados aos trabalhos de manutenção são: quedas em altura, lesões musculoesqueléticas resultantes da movimentação manual e de posturas incorretas devido ao trabalho em espaços confinados, esforços físicos na subida às torres, eletrocussão, e ferimentos provocados pelo trabalho com maquinaria de rotação e a queda de objetos.

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HIDROELÉTRICAS
Aqui os riscos são análogos aos da indústria da construção e com a transmissão e distribuição da energia elétrica. Incluem lesões devido ao uso de equipamentos mecânicos e ao manuseamento de materiais, perigos elétricos resultantes da libertação inesperada de energia elétrica das linhas aéreas ou subterrâneas durante a sua instalação ou construção em subestações elétricas e da exposição a produtos químicos, como por exemplo ao gás hexafluoreto de enxofre ou aos bifenilos policlorados.

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BIOENERGIA

A produção de bioenergia (biodiesel e etanol) também gera preocupações de ordem ambiental e de SST. Os perigos estão principalmente associados à produção de matérias-primas e são semelhantes aos que se verificam na agricultura e na silvicultura.
A colheita manual da cana-de-açúcar também implica cargas físicas pesadas em ambientes normalmente quentes e úmidos. Em casos extremos, estas situações podem resultar em morte por exaustão devido ao calor.
Durante o processamento térmico, verifica-se a exposição a substâncias cancerígenas, gases, monóxido de carbono, óxidos de enxofre, chumbo, compostos orgânicos voláteis e a quantidades residuais de mercúrio,metais pesados e dioxinas.
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RECICLAGEM E RECUPERAÇÃO DE RESÍDUOS

Na maioria dos países em desenvolvimento, já não se sabe como lidar adequadamente com as quantidades crescentes de resíduos. Muito frequentemente, os resíduos hospitalares infecciosos e os resíduos industriais tóxicos não são separados dos resíduos domésticos antes de irem parar nas lixeiras. As atividades de reciclagem são executadas principalmente por trabalhadores da economia informal.

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DESMONTE NA IND NAVAL

Os principais perigos associados ao desmantelamento de navios incluem a exposição a substâncias e resíduos perigosos, tais como o amianto, os óleos e resíduos de hidrocarbonetos, tintas tóxicas, bifenilas policloradas (PCB), isocianidas, ácido sulfúrico, chumbo e mercúrio. Outros perigos e riscos incluem fatores físicos, mecânicos, biológicos, ergonómicos e psicossociais.
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AGRICULTURA

A agricultura biológica elimina a maior parte dos agroquímicos e combate o uso excessivo e o impacto destas substâncias na saúde dos trabalhadores agrícolas e dos consumidores e no ambiente. Apesar de tudo, necessita de mão-de-obra mais intensiva e é muitas vezes menos produtiva do que a agricultura comercial. Sendo assim, ambos os tipos de gricultura coexistem, tendo as novas tecnologias sido incorporadas na agricultura comercial de maneira a reduzir o uso de agroquímicos, através, por exemplo, do recurso a organismos geneticamente modificados (OGM) que tornam as colheitas resistentes aos insetos.

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CONSTRUÇÃO E REFORMA DE PRÉDIOS

A exposição ao amianto nos trabalhos de demolição e remodelação é particularmente perigosa e difícil de controlar de uma forma absolutamente segura. É evidente que os trabalhadores não estão necessariamente mais seguros quando trabalham em edifícios ecológicos por comparação com os edifícios convencionais.

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ENERGIA NUCLEAR

Os acidentes graves (Chernobyl e Fukushima) e a radiação não rotineira são os elementos que mais preocupações suscitam em termos de ocorrência de danos potenciais, incluindo a exposição dos trabalhadores às radiações ionizantes. O uso da energia nuclear envolve elevado potencial catastrófico dos acidentes com centrais nucleares. A gestão inadequada de grandes instalações muito perigosas e a falta de tecnologia para uma gestão a longo prazo dos resíduos nucleares constituem os aspectos críticos nessa atividade.

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CONCLUSÕES

Na medida em que muitos dos perigos originais persistem e que, em alguns setores são exacerbados pelas novas tecnologias e pelas condições de trabalho, os empregos verdes atuais não se traduzem necessariamente em empregos dignos e em melhores resultados ambientais.
Edição e Compilação: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL

sexta-feira, 11 de maio de 2012

NOVAS PERSPECTIVAS EM INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES


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CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES
NOVAS PERSPECTIVAS EM INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES
É supreendente que muitas pessoas não conseguem contar sequer o número de situações que por um triz poderiam tê-las matado.


A maioria das investigações de acidente/incidentes tendem a olhar a lesão ou o acidente de uma perspectiva externa. Em outras palavras, alguém (tipicamente) investiga o acidente ou a lesão em vez da pessoa que sofreu o acidente ela mesma fazer a investigação. Obviamente, em caso de lesões graves ou fatais, isso faz sentido, porque seria impossível fazer uma investigação de um leito de hospital ou do IML.
Mas em outros casos em que a pessoa não foi seriamente lesionada continua sendo muito mais comum que uma outra pessoa faça a investigação. Porque? Bem, de novo algumas explicações óbvias vem à mente: “nós temos que ser imparciais, nós queremos que isso tenha credibilidade, somente pessoas bem treinadas e capacitadas são competentes” e por aí vai…

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Entretanto, se o propósito da investigação não é estabelecer uma culpa (pelo menos é o que todo mundo diz) mas somente para prevenir que a mesma coisa não aconteça de novo, porque é que pessoas altamente treinadas, capacitadas e competentes que investigam acidentes - em alguns casos centenas de acidentes – não possam fazê-lo por si próprias quando elas sofrem um acidente?
Por exemplo, anos atrás eu fui a um seminário em investigação de incidente/acidente empreendida por um das companhias mais seguras do mundo. Um dos instrutores tinha na testa uma pequena cicatriz do tamanho de um moeda. Como ele não tinha muito cabelo, dava pra notar bem a cicatriz. Ele tinha investigado muitas lesões e acidentes na sua carreira antes de ele se tornar um líder em seminários.
Durante o coffe break, eu perguntei a ele o que havia acontecido. Ele disse, “Eu sei, eu sei, isto é um pouco embaraçoso… eu estava fazendo algumas conexões elétricas no meu andar e aí eu me levantei muito rápido”.
E o que é que o atingiu?”, eu perguntei;
Foi uma viga de madeira”.
Mas havia alguma lasca pra fora ou algum corte na madeira?”, eu perguntei.
Ele disse “não, eu me esqueci onde eu estava e me levantei sem sequer pensar que havia um teto rebaixado”.
E aí, o que você vai fazer para prevenir que algo semelhante possa acontecer de novo?” eu perguntei.
Eu terei que ser mais cuidadoso, da próxima vez eu vou tentar dar mais atenção onde é que eu estou”.
Ironicamente, “dizer ao empregado para ser mais cuidadoso” ou “dizer ao empregado para prestar mais atenção da próxima vez”, não fazia parte do Seminário.
Ainda mais irônico, pelo menos na minha opinião, é que os profissionais e consultores nunca – nem que tenha sido uma vez nas suas carreiras – tenham usado a palavra “falta de cuidado” em uma investigação de acidente ou incidente, embora eles tenham dito a seus filhos, literalmente centenas de vezes para “terem cuidado”. Eles sabem que culpar o trabalhador por estar tendo falta de cuidado, indica uma técnica  ultrapassada e não funciona. Mas para as pessoas que eles mais amam, eles tem dito “tenha cuidado” literalmente centenas e centenas de vezes.
Uma vez eu perguntei a um grupo de diretores de segurança de uma corporação se eles sabiam o que é a “causa raiz” de uma investigação de acidente. Como você pode imaginar, todos eles levantaram as mãos.
Quantos de vocês tem pensado nisso?”, eu perguntei. De novo, quase todos fizeram o mesmo. Alguns deles pareciam me dizer “você tá começando a ficar chato”.
Então eu perguntei a eles: “quantos de vocês já tiveram um dedo atingido por uma porta de carro?” quase a metade deles levantaram as mãos (o que ocorre em quase qualquer grupo de pessoas). “E então, quantos de vocês fizeram uma investigação da “causa raiz” do acidente?, eu perguntei. Ninguem colocou as mãos para cima. “Porque não?”, eu perguntei. Um cara olhou pra mim e disse: “Por que eu iria fazer isso? foi só um erro estúpido”.
Afinal, com alguma sorte, “tentar não cometer outro erro estúpido” não tenha sido uma de suas recomendações quando ele investigava lesões em ambientes de trabalho.
Falando sério, porque isso é tão diferente quando estamos investigando lesões que ocorrem com outras pessoas? Porque nós não damos conselhos a nós mesmos do que damos para outras pessoas?. Se agente pensa que este processo vale a pena, porque que é que não o fazemos com nós mesmos? Você já se pôs a investigar algumas de suas próprias lesões? (se você não tem, você é uma exceção, não a regra).

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POR UM MOMENTO, ESQUEÇA O MODELO TRADICIONAL, talvez porque não temos o modelo certo para trabalhar com ele. Talvez porque não estamos ouvindo a nós mesmos. Talvez porque nós aceitamos as lições daqueles que estão próximos de forma muito literal. Ou talvez porque não estamos olhando as causas de acidentes de perspectivas as mais diversas possíveis.
Ou seja, embora isto possa ser aborrecido, vamos voltar ao mais básico: para ocorrer um incidente você precisa de alguma forma de energia geradora de riscos e alguma coisa não planejada ou inesperada que possa ocorrer. Para ocorrer uma lesão, você precisa que uma energia geradora de riscos possa ter contato com uma pessoa ou a pessoa ter contato com ele;
Tradicionalmente o foco tem sido na fonte da energia geradora de riscos e assim manter essa energia longe do contato com a pessoa através de controles de engenharia, regras, procedimentos e equipamentos de proteção individual.
Entretanto, como todo mundo sabe, há limites em termos do que você pode conseguir com regras, procedimentos, EPI e controles de engenharia.
Isso não quer dizer que a eficiência dessas salvaguardas deve ser ignorada ou subestimada, porque (obviamente) se você pode eliminar o risco, você não minimiza, você elimina o risco!.
Mas talvez pode ser mais esclarecedor dar uma olhada  na fonte de alguma coisa inesperada ocorrendo. Porque se você pensa sobre isso, existem somente três fontes de inesperado: ou você faz alguma coisa inesperada, ou outro cara faz alguma coisa inesperada, ou o equipamento faz alguma coisa inesperada. Vai ser uma dessas três ou a combinação deles, a não ser, é claro, algum ato divino.
São esses problemas que aparecem quando alguem procede a uma investigação. É impossível para o “investigador externo” saber exatamente o que estava acontecendo, ou o que se passava na cabeça da pessoa no momento em que ele se feriu. Dessa forma nós temos que nos basear no que a pessoa lesionada nos diz. Entretanto, poucas pessoas irão deliberadamente tentar incriminar elas mesmas e assim elas podem não nos dizer em que elas estavam pensando ou o que estavam fazendo naquele momento. Se você aceita o que eles dizem cara a cara, então é provável – especialmente após dezenas e dezenas de investigação – haver uma distorção de sua perspectiva sobre o que as pessoas realmente estão fazendo para se acidentaram, especialmente em termos de pequenos acidentes.
Mas (se você é o acidentado) você sabe o que estava ocorrendo ou não ocorrendo, em sua própria cabeça, naquele momento. Em vez de ficar pensando sobre como outras pessoas se acidentam, pense como você tenha se acidentado.

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CONSTRUINDO SUA PRÓPRIA PIRÂMIDE DE RISCO
Obs. do Blog: Frank Bird apresentou um modelo piramidal para representar a evolução dos incidentes para os acidentes com graves danos humanos.

VOCÊ E SEUS ACIDENTES
Quantas lesões sérias você sofreu até agora, na sua vida? Quantos ossos quebrados, ruptura de ligamentos, queimaduras de terceiro grau, você já teve? A maioria das pessoas, se tem entre 30 e 50 anos e se eles somarem os de trabalho, fora de trabalho, dirigindo carros ou motos, esportes  - já passaram entre 1 a 5 lesões maiores.
E sobre os acidentes menores, tipo com agulhas, torções, e pequenas lesões musculares? Mais uma vez, a maioria das pessoas entre 30 e 50 anos tem passado entre 5 a 10 desses tipos de acidentes.
É aqui que começa a ficar engraçado. Se você for descendo um ou mais do nível da antiga pirâmide de risco, quantos cortes, contusões e arranhões você já teve ao longo da sua vida?

UM MONTE DE ACIDENTES
Bem, a resposta mais comum é “um monte”. Mas quando você pergunta às pessoas (e eu já perguntei a cerca de 45.000 pessoas, e assim eu não estou dizendo que isso é definitivo) se “um monte” é centenas ou milhares; se eles pensam nos primeiros 20 anos de idade ou se você pede pra eles pensarem nos seus próprios filhos – eles concluem que “um monte” é milhares (com provavelmente 3.000 a 5.000 que eles nem se lembram sequer, porque eles aconteceram quando eles tinham menos de 6 anos de idade).
E ainda a categoria mais significativa de todos é aquela na base da pirâmide. Quantas situações “por um triz” que você já passou? Quantas vezes você teve que pisar no freio justamente para evitar rapidamente atingir um veículo, caminhão, ou pedestre? Quantas vezes você teve que girar o volante (ou o guidon da moto) para evitar bater o veículo? Quantas vezes você quase cai e tem que recuperar o equilíbrio sem cair? (muitas pessoas, eu inclusive, não se lembra de quantas vezes caiu, sem considerar as vezes do “quase caiu”). E quantas vezes outra pessoa teve que apertar o freio ou girar o volante rapidamente para evitar bater em você e não teve tempo de buzinar?.
Portanto, é impossível para qualquer um contar de forma exata o número de situações “por um triz” que já passou. Mas, surpreendentemente, muitas pessoas não conseguem sequer contar o número de situações “por um triz” que poderiam tê-las matado.E isso é especialmente verdadeiro se você pega as pessoas para pensar no número de vezes que eles adormecem ou quase adormecem enquanto estão dirigindo. Estima-se que entre 13 a 20% de todos os acidentes fatais de veículos são causados por pessoas que adormecem ao volante.

SITUAÇÕES “POR UM TRIZ”
Se você pegar as pessoas para olhar ou construir sua própria pirâmide pessoal de risco, a maioria, se não todos nós, já sofreu mais lesões e situações por um triz do que o número de lesões e investigações de acidente que já fizemos ou vamos fazer. E de uma certa maneira, são dados mais confiáveis porque nós sabemos o que estávamos pensando ou não no momento quando a gente se feriu.
Agora, após construirmos nossa própria pirâmide de risco, pergunte a você mesmo, “qual foi a fonte do inesperado?” em cada uma dessas lesões. O que você irá provavelmente encontrar é que mais de 90% de suas próprias lesões a coisa inesperada que entrou na equação não foi o equipamento ou outra pessoa.
Se você tiver uma centena de pessoas em uma sala (para um simples cálculo) e perguntar a eles para pensar somente sobre as lesões sérias (por exemplo, cortes ou pior) e depois perguntá-las quantas delas tiveram “lesões graves” em termos de terem acontecido de forma rápida ou aguda porque o carro que eles estavam dirigindo ou o equipamento que eles estavam trabalhando deu pane ou apareceu alguma coisa inesperada. Provavelmente 2 de 5 pessoas vão levantar as mãos. Se você então perguntá-las quantas vezes foram lesionadas devido a que outra pessoa tenha feito algo inesperado? Você vai ter provavelmente 10 a 15 mãos para cima, embora muitas pessoas irão contar apenas um exemplo.
Para a maioria das 90% das lesões ocorre no próprio corpo. Entretanto, se você incluir cortes, contusões, choques e arranhões, mais de 99% das lesões agudas ocorrem no próprio corpo.
Em outras palavras, com exceção de um número percentual muito pequeno, as pessoas ferem elas próprias. Não é o equipamento ou outra pessoa. Nós fazemos alguma coisa a nós, inesperadamente, para causar a lesão, não importa se você está no trabalho, fora dele ou dirigindo o seu carro.
Preste atenção em todos os fatoresPortanto, onde isso nos levará? Devemos dizer a outras pessoas a mesma coisa que dizemos aos nossos filhos: “Você precisa ser mais cauteloso”. NÃO. Isto é metodologia antiga e não vai funcionar. O que precisamos fazer é fazê-los entender como todos os fatores envolvidos em um incidente ou acidente são importantes (não apenas o que nos disseram em uma investigação).
Por exemplo, você está estressado ou frustrado ou excessivamente cansado? Será que você tem sido muito complacente com o trabalho, a tarefa ou riscos de forma que você não pensou no risco quando você sofreu uma lesão?
Será que algum desses estados ou fatores humanos fez com que você cometesse erros ou um erro crítico, como por exemplo, não estar com os olhos e a mente não focados no trabalho, movendo-se ou estando na linha de fogo ou de alguma forma perdendo seu equilíbrio, tração ou capacidade de segurar?
Mais de 90 por cento de todas as lesões em qualquer lugar – no trabalho, fora do trabalho ou na rua – são causados por esses padrões de risco de erros.
Uma vez que você tenha explanado a “mecânica” em como pessoas se acidentam, então será fácil o suficiente para explicar o que pode ser feito e o que eles podem fazer por elas mesmas, além de “tentar ser mais cuidadosa”. Primeiro de tudo, você pode ensiná-los a procurar se darem conta quando eles estão stressados, frustrados, cansados ou complacentes, eles estarão mais predispostos a cometer um dos quatro erros críticos.
Se eles puderem reconhecer quando eles estão stressados, frustrados ou cansados, e assim pensar sobre seus olhos na tarefa, sua mente na tarefa, na linha de fogo, no equilíbrio, tração ou capacidade de segurar, isto será suficiente para evitar um desses erros. Em outros palavras, ficar antenado no estado imediatamente anterior ao que cometeu o erro.
Se eles não estão estressados, cansados ou frustrados, eles podem ter ficado complacentes. Complacência pode facilmente levar a mente para longe da tarefa. A mente que não esteja focada na tarefa, pode levar até à linha de fogo, levar a que os olhos fiquem desfocados da tarefa e assim ficar tambem fora de equilíbrio.
Complacência não é uma coisa fácil de destacar até considerar a situação “após o fato”. Entretanto, é facil o suficiente para identificar trabalho ou tarefas onde alguem está predisposto a se tornar complacente (como estar dirigindo) e assim levar a pessoa a trabalhar de acordo com seus hábitos. Mesmo quando a sua mente entra em devaneio, (complacência) eles ainda mantem os seus olhos na estrada.
Outros hábitos, como apertar um corrimão, testar a firmeza do pé quando se sai do carro e olhar em volta antes de se mover irá reduzir o risco de acidente para outros trabalhos e tarefas quando a complacência possa se tornar um fator.

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COMPORTAMENTOS DE SEGURANÇA
Assim, quando você estiver investigando incidente ou acidente, veja se você consiga que o empregado diga a você qual o estado mental em que eles poderiam estar quando ocorreu o acidente. Se eles estavam estressados, frustrados ou cansados, fale para eles sobre a técnica de “estar antenado”. Se eles estiverem complacentes, veja se eles podem trabalhar dentro dos seus hábitos e assim quando a sua mente se desviar da tarefa eles irão adotar um comportamento de segurança automaticamente.
Você pode até querer que eles saibam quão importante pode ser a observação desses padrões de risco para erros (cada vez que você fizer isso automaticamente), fará você mais atento para a sua própria segurança e ajudará você a lutar contra o fator da complacência.
Finalmente, ensine-os a fazer essa mesma análise para eles mesmos, mesmo quando se tratar de um pequeno acidente ou uma situação “por um triz”. Deste modo, eles podem aprender de todos os seus pequenos acidentes, não apenas aqueles mais sérios. Apesar de tudo, todos nós já sofremos lesões milhares de vezes. Se nós pudermos aprender um pouco de cada um, em vez de descrevê-lo como “apenas mais um erro estúpido”, todos poderemos ser bem melhores.
Mas não diga, mesmo para os seus filhos, “tente ficar mais alerta”, ou “tente dar mais atenção na próxima vez”, ou (escolha esse) “tente estar mais consciente de sua situação da próxima vez”.  Você deve tambem dizer: “tente ser mais cuidadoso”. Em vez disso, ensine-lhes o que eles realmente precisam fazer para prevenir a próxima lesão:

1.    Ficar antenado e assim você não comete erros;
2.    Trabalhar em melhorar seus hábitos;
3.    Observar outros sobre os padrões de risco de erros que aumentam a possibilidade de acidente (uma vez que você reconhecê-los, você irá vê-los em qualquer lugar)
4.    Analise as situações “por um triz” e os pequenos erros; aprenda com eles e você proavalmente não vai agonizar quando acontecer um acidente grave.





(NRs 5 e 9) MANUTENÇÃO EM SST: O ACIDENTE NA ANTÁRTIDA


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ACIDENTES E MANUTENÇÃO
Este post revisa alguns grandes acidentes ocorridos recentemente, inclusive o da Estação brasileira na Antártida, considerando dois elementos comuns e essenciais: falta de manutenção e incêndio, ou seja, um tratamento insuficiente dos riscos previsto basicamente nas NRs 5 e 9.
Em seguida, apresentamos aos leitores uma tradução de Artigo da Agência Européia em SST (AESST) sobre aspectos práticos a respeito de Manutenção em SST (imagem: band.com.br)
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MANUTENÇÃO EM SST
De acordo com parâmetros internacionais, MANUTENÇÃO pode ser definida como a “combinação de todas as ações técnicas, administrativas e de gerenciamento durante um ciclo de vida de algum item, direcionado para mantê-lo ou restaurá-lo para um estado no qual ele possa realizar a função requerida”. Esses itens podem ser ambientes de trabalho, equipamento de trabalho ou meios de transporte.
Manutenção é um termo genérico para uma variedade de atividades em todos os setores e em todos os tipos de ambientes de trabalho. Isto inclui atividades como inspeção, testagem, medidas, ajustes, reparos, deteção de falhas, reposição de partes, revisão, lubrificação e limpeza.
Atividades de manutenção recebem pouca atenção e poucos estudos em prevenção são efetivamente dedicados a essas atividades. Segundo um Estudo da Agência Européia para SST, todas as investigações de acidentes deveriam começar por avaliar a política de manutenção da empresa.
A Manutenção é uma atividade crítica para assegurar produtividade contínua e assim gerar bens e serviços de alta qualidade e sobretudo para manter as companhias competitivas. Existem vários exemplos de acidentes, como os mencionados aqui, em que a ausência ou manutenção inadequada pode levar a situações de alto risco, acidentes e problemas de saúde, e mesmo, de acidentes maiores.
Segundo a AESST, a própria atividade de manutenção não é considerada apenas um setor, mas uma atividade de alto risco, desenvolvida em todos os setores e em todos os ambientes de trabalho.
Além da importância da Manutenção como atividade essencial de prevenção, estatísticas apontam que mesmo assim, 10 a 15 % de acidentes fatais e 15 a 20% de todos os acidentes estão associados a manutenção. Portanto, mesmo prevenindo riscos, a Manutenção é também uma atividade de alto risco.

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ACIDENTES DEVIDOS A FALHAS DE MANUTENÇÃO
O acidente da Estação Antártida Comandante Ferraz pegou fogo destruindo 70% das instalações. Dois militares morreram durante o incêndio, tentando debelar as chamas sem EPI adequado e sem consiguirem instalar dispositivos de bombeamento de água para combate do fogo. O número de pessoas na estação era de 60 no total, quando o número máximo deveria ser 40. O aumento e confinamento de pessoal sem dúvida aumentava o nível de stress. Utilizando o aplicativo NRFACIL encontramos o CNAE da Estação como sendo 7210-0 (Pesquisa e Desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais, Grau de Risco 2). Utilizando as ferramentas de dimensionamento das NRs 4 e 5, havia necessidade de 1 CIPA com 2 representantes, mesmo não sendo necessária a presença de um Técnico de Segurança.
(imagem: manutencaoesuprimentos.com.br)
Há seis anos, em 2006, o almirante Antonio Cesar Sepulveda alertou, em artigo, para graves problemas na Base Comandante Ferraz, na Antártida. Culpou instalações corroídas pela ferrugem, falta de prevenção contra incêndio e de manutenção dos tanques de reabastecimento, tudo funcionando “na base do jeitinho”, além de laboratórios e alojamento precários. De acordo com as informações obtidas do acidente, a reconstrução da Estação Comandante Ferraz demorará, pelo menos, dois anos, sendo a logística muito difícil. Como um indicador do descaso com a gestão de riscos, no último mês de dezembro uma embarcação rebocada pela Marinha brasileira afundou no mar antártico, carregando 10 mil litros de óleo combustível. A embarcação estava estacionada a 900 metros da praia onde fica a estação incendiada no último sábado, e até hoje não foi resgatada.

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O ACIDENTE DA PLATAFORMA BP
Outro acidente devido a falhas graves de manutenção foi o da Plataforma de Petróleo do Golfo do Mexico, ocorrido em abril de 2010, que matou 11 trabalhadores e provocou um vazamento de petróleo com alcance devastador para o meio ambiente da região, tendo sido controlado somente em Julho. Veja artigo neste blog sobre o assunto.
Auditorias revelaram que um dos principais problemas era a precariedade da manutenção. Foi constatado que haviam 390 reparos pendentes, incluindo vários considerados de alta prioridade e que iriam requerer mais de 3.500 horas de trabalho. Observaram-se equipamentos de segurança com data de inspeção vencida, os registros de manutenção eram defasados com ausência de informações e qualidade pobre de relatórios que deixavam de registrar detalhes suficientes para convencer o leitor que a tarefa teria sido cumprida de acordo com o procedimento previsto.

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O ACIDENTE DA PLATAFORMA DA PETROBRÁS
Em fevereiro de 2011, Fiscais do Ministério do Trabalho interditaram uma plataforma da Petrobras, que já havia parado um mês antes, após um incêndio sem vítimas.
Entre os problemas encontrados pelo fiscais, destacam-se a precariedade do sistema de combate a incêndio, falta de iluminação de emergência, insuficiência do ar condicionado, falta de inspeções nos separadores atingidos pelo incêndio e falta de barreiras de contenção nas áreas do incêndio. Este assunto foi tema de um post neste blog.

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ASPECTOS PRÁTICOS DE MANUTENÇÃO EM SSTtraduzido de um Relatório da Agência Européia para SST


Além dos riscos associados em qualquer ambiente de trabalho, operações de manutenção envolvem alguns riscos específicos.
O principal é trabalhar ao lado de outros processos em andamento e em estreito contato com máquinas e equipamentos. Durante uma operação normal, a automação tipicamente diminui a probabilidade de erro humano que possa levar a acidentes. Em atividades de manutenção, ao contrário da operação normal, o contato direto entre o trabalhador e a máquina não pode ser reduzido de forma significativa – manutenção é uma atividade onde trabalhadores precisam estar em íntimo contato com processos.
A Manutenção geralmente envolve trabalho não usual e tarefas fora da rotina e desenvolvidas em condições excepcionais, como o trabalho em espaços confinados.
Operações de manutenção de forma típica incluem ambos, montagem e desmontagem, geralmente envolvendo maquinário complicado. Isto pode estar associado a um grande risco de erro humano, aumentando o risco de acidente. Manutenção envolve tarefas em constante mudança, em um ambiente de trabalho ativo. Isto é especialmente verdadeiro no caso de trabalhadores contratados. Subcontratação é um fator agravante em termos de segurança e saúde – numerosos acidentes e incidentes estão relacionados a manutenção subcontratada.
Trabalhar sob pressão do tempo é outro aspecto típico de operações de manutenção, especialmente quando é preciso parar produção ou reparos de alta prioridade estão envolvidos. Parece óbvio que atenção ao gerenciamento de riscos associados ao trabalho de manutenção é muito importante para a prevenção de agravos à segurança e saúde dos trabalhadores.
Uma das melhores maneiras de prevenir e controlar riscos ocupacionais relativos à manutenção é antecipá-los antes de desenhar os processos de construção e de estruturas, ambientes de trabalho, materiais e a planta de maquinário bem como o equipamento. (tarefas previstas na NR-9).
Como a Manutenção implica em uma variedade de atividades ela não está restrita a uma única ocupação. O tipo de manutenção depende do setor em que a manutenção está sendo desenvolvida. Assim, os riscos a que os trabalhadores de manutenção estão expostos pode ser tambem muito diferente, dependendo da tarefa e do setor onde se está trabalhando. Alguns exemplos abaixo:
MANUTENÇÃO, RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

RISCOS
ATIVIDADES E CONSEQUÊNCIAS

RUÍDO
Manutenção em rodovias, ferrovias, túneis, pontes, metalurgia, fabricação de carros e aviões, etc., ocasionando perda auditiva, dificuldade de concentração, distúrbios de sono, úlceras e hipertensão;
VIBRAÇÕES
Manutenção em ambientes com excessiva ou vibração contínua. As vibrações localizadas são transmitidas aos membros superiores (e menos comumente aos membros inferiores) através, principalmente, do uso de ferramentas manuais, portáteis ou não, tais como motoserras, furadeiras, serras, politrizes, britadeiras e martelos pneumáticos.
Por seu turno, as vibrações de corpo inteiro são características em plataformas industriais, veículos pesados, tratores, retroescavadeiras e até mesmo no trabalho em embarcações marítimas e fluviais e trens;
Os sintomas iniciais da síndrome da vibração de mãos e braços incluem: branqueamento local, em um ou mais dedos de quaisquer ou ambas as mãos expostas à vibração, dor, paralisia, formigamento, perda da coordenação, falta de delicadeza e inabilidade para realizar tarefas intrincadas;
DESCONFORTO
E SITUAÇÕES
EXTREMAS
Manutenção em ambientes sob temperatura excessiva, umidade, ventilação insuficiente ou exposição a radiação ou fontes radiantes de calor;
QUÍMICOS
Manutenção de prédios, piscinas, rodovias, trabalhos de infraestrutura ou instalações industriais que utilizam substâncias químicas podem liberar susbtâncias químicas, além de asbestos em atividades de demolição e indústria naval.

BIOLÓGICOS
Atividades de manutenção em máquinas e equipamentos ligados à produção de alimentos, agricultura, cuidados de saúde, tratamento de resíduos; o risco aumenta quando os EPIs não são utilizados;
ERGONÔMICOS
Atividades de manutenção envolve algumas vezes elevação e transporte de cargas, movimentos repetitivos, esforço estático; alguns componentes podem ser de difícil acesso além de espaços reduzidos para movimentar o corpo e as ferramentas; pisos podem ser escorregadios, cabos podem atrapalhar a movimentação; alguns trabalhos são feitos sob desníveis, trabalho de joelhos ou apoiados nos braços, sem mecanismos de suspensão;

PSICOSSOCIAIS
Manutenção sob pressão do tempo, dificuldades de comunicação, trabalhar sozinho ou isolado, horário irregular de trabalho, turnos alternantes, trabalhos noturnos, conhecimento insuficiente ou falta de treinamento;
ACIDENTES
10-15% de acidentes fatais no trabalho e 15-20% de todos os acidentes estão associados à MANUTENÇÃO.

Fonte: Agência Européia para SST
CONCLUSÕES
Recentes acidentes maiores, como os da Estação brasileira da Antártida, demonstraram que o fator comum tem sido sempre a falta de manutenção ou manutenção inadequada. Com isso, há um superaquecimento dos dispositivos, máquinas, equipamentos e dos ambientes de trabalho. O resultado é invariavelmente a eclosão de incêndios de grandes proporções difíceis de conter, visto que os próprios equipamentos para combate a incêndios estão defasados, sem manutenção ou inoperantes. Instala-se o pânico, refratário a qualquer treinamento prévio e que afeta mesmo o mais especializado dos profissionais. Perdem-se vidas, muitas vezes de trabalhadores altamente qualificados.
Essas falhas tem sido comprovadas nas auditorias independentes e por ocasião de auditorias fiscais. E aí, quando ocorre o acidente, há uma tendência a se minimizar as falhas de manutenção atribuindo “fatalidade” ou “erro humano” como a causa do acidente. E isso voltou a se repetir no acidente da Antártida em que os próprios familiares dos trabalhadores mortos atribuem o acidente à fatalidade, visto que os profissionais eram altamente capacitados. Mas nenhuma capacitação supera um ambiente de trabalho com dispositivos obsoletos ou sem adequada manutenção.
Os profissionais de SST devem estar atentos à questão da manutenção como um dos itens prioritários na Gestão de Riscos, principalmente os equipamentos e procedimentos de combate a incêndios.
Ressalte-se que a palavra MANUTENÇÃO aparece em cerca 70% de todas as NRs, demonstrando o caráter prioritário dessa atividade na prevenção de doenças e acidentes nos ambientes de trabalho. A NR-6 já prevê medidas de manutenção dos EPIs. A NR-5 está toda calcada em cima da prevenção. E na NR-9 estão estabelecidos os mecanismos de antecipação, reconhecimento e controle de riscos.
Uma das NRs que mais fala de manutenção (cerca de 20 ocorrências em uma busca por palavras) é a NR-12 (MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS).